Análise Final

Já faz 37 anos que a controvérsia sobre a construção da usina de Belo Monte começou, neste período ela passou por baixas e altas, devido ao contexto social e político de cada ano, ela envolve grupos ambientalistas, população, governo e concessionárias de energia.

A controvérsia teve início quando começaram os estudos sobre a viabilização da construção da usina na região do rio Xingu. Apesar da construção da usina já ter começado, a controvérsia não foi finalizada, uma vez que há ainda muitos pontos a serem discutidos a respeito da construção, da empresa que está construindo, das licenças, dos canteiros de obras, que sofrem, frequentemente, paralisações devido a ocupações de indígenas e grupos contra a construção e greve dos operários.

A controvérsia da construção da usina é uma controvérsia ilimitada, será discutida sempre, a cada ano, novos actantes se tornaram parte da controvérsia, gerando assim mais e mais discussões e pontos de vista. Existem vários pontos de vista, mas há um questão central, se a construção da usina é de fato necessária e válida, ou se ela causará mais danos do que benefícios.

Indivíduos preocupados com os impactos ambientais gerados pela construção da hidrelétrica, ONGs e outras organizações preocupadas com questões ambientais e sociais e especialistas são contra a construção da usina, grande parte coloca que os danos gerados serão muito maiores que os benefícios. Eles se preocupam com a diversidade ambiental, cultural e social do local onde está sendo construída a usina, com as mudanças na biodiversidade e com a qualidade de vida das pessoas que moram ao redor da região.

Por sua vez, há grupos, como o governo, concessionárias de energia e empresários que são a favor da construção, seus argumentos se baseiam em questões políticas e econômicas, alegam que a construção da usina trará crescimento econômico ao país e, além disso, irá produzir uma altíssima quantidade de energia. São grupos tradicionais e preocupados com a economia do país, querem que o mesmo cresça e se iguale aos países desenvolvidos.

A cada período, um lado ganha mais força e representatividade do que o outro, tudo depende do contexto. Como falamos, apesar da construção da usina já ter iniciado, a controvérsia está longe de ter um fim, ainda há muito o que se debater e os argumentos de cada lado só tendem a aumentar cada vez mais.

 

Por Heloisa Cardani Tanasovici

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